11 de janeiro | Dia do controle da poluição por agrotóxicos

A data foi criada para conscientização da população quanto aos riscos causados pelo uso indiscriminado e os problemas causados ao meio ambiente e à saúde humana.

O Brasil bateu o recorde no número de agrotóxicos liberados para o uso em lavouras em 2019.

Foram 439 novos agrotóxicos, dentre os quais 34% são proibidos na União Europeia.

O Instituto Butantan realizou uma recente pesquisa com dez agrotóxicos amplamente usados no Brasil e revelou que os pesticidas são extremamente tóxicos ao meio ambiente e à vida. Independente da concentração, mesmo em dosagens equivalentes a até um trigésimo do recomendado pela Anvisa.

O tipo de agrotóxico mais utilizado no Brasil e no mundo é o glifosato. Foram comercializadas 173 mil toneladas só em 2017 no país. Aplicadas, principalmente, em plantações de soja, milho, café, arroz, banana, maçã e mamão.

Em março de 2015, a Agência Internacional para Pesquisas em Câncer, da ONU, classificou o glifosato como “provável carcinogênico para humanos”.

Agricultores e moradores de comunidades rurais são os principais impactados pela intoxicação. Mas mesmo nas grandes metrópoles também somos afetad@s ao ingerirmos água, frutas, verduras e até mesmo produtos industrializados.

 

O perigo vai além

 

Os agrotóxicos são produtos químicos agressivos que alteram a composição da flora e da fauna. E tem como objetivo evitar que doenças, insetos ou plantas daninhas prejudiquem as plantações e suas respectivas produções.

Essas substâncias, no entanto, não se mantêm apenas nos alimentos, mas, também, contaminam nossos solos, lençóis freáticos e nossas águas.

 

Segundo levantamento da Anvisa, os alimentos mais afetados pelo uso de agrotóxicos são: pimentão, uva, pepino, morango, couve, abacaxi, mamão, alface, tomate, beterraba e a lista não para aí.

 

Elimine os agrotóxicos da sua mesa

 

O uso de agrotóxicos passou a ser disseminado pós II Guerra Mundial, com o amplo crescimento da agricultura industrial.

Para aumentar a produção agrícola, substituiu-se a mão-de-obra humana pela mecanizada, implantou-se sementes geneticamente modificadas e passou-se a utilizar adubos químicos e venenos para contenção de pragas.

Em contrapartida, colocou-se em xeque os impactos sociais, as consequências para o meio ambiente e para a saúde das pessoas. E hoje pagamos caro por isso.

A Campanha Chega de Agrotóxicos reuniu 7 motivos para você banir os agrotóxicos da sua alimentação e assinar pela aprovação da Política Nacional de Redução de Agrotóxicos:

 

  1. São a causa de diversos problemas de saúde, e a exposição a longo prazo pode causar doenças crônicas como o câncer;
  2. Atingem diretamente os camponeses e camponesas que produzem nossa comida;
  3. Contaminam os cursos d’água, reservatórios e aquíferos;
  4. Matam a vida do solo e provocam a ‘espiral química’, isto é: quanto mais agrotóxico se usa, mais agrotóxico é necessário usar;
  5. Ameaçam diretamente a soberania alimentar, tornando nossa agricultura dependente das empresas transnacionais que dominam este mercado;
  6. Só em 2015, as empresas faturaram R$32 bilhões com a venda de agrotóxicos, enquanto o Brasil investiu apenas R$3,8 bilhões em alimentação escolar;
  7. ONU afirmou que os agrotóxicos são responsáveis por 200 mil mortes por intoxicação aguda a cada ano, e aponta que mais de 90% das mortes ocorreram em países em desenvolvimento. Além disso, coloca como mito a ideia de que pesticidas são vitais para garantir a segurança alimentar.

Não existe quantidade segura para o uso de agrotóxicos. Qualquer quantidade já gera impacto em nós e no meio ambiente. E as futuras gerações serão cada vez mais afetadas, caso o caminho não mude.

 

Nós queremos comer comida de verdade. É nosso direito. É um direito da terra e da Terra.

 

É muito importante manter-se informad@ sobre o tema, acompanhar as mudanças, as liberações, os progressos e retrocessos.

Saber do que você se alimenta é fundamental para nossa saúde e para o futuro.

 

Buscar comprar alimentos orgânicos é a saída. Nos mercados comuns, costumam ser sim bem mais caros do que os convencionais. A melhor forma de adquirir produtos orgânicos é buscando comprar direto de pequenos produtores. Já existem feiras focadas em orgânicos por todo Brasil. Em São Paulo, iniciativas como o Instituto Chão e o Instituto Feira Livre são grandes estímulos para o consumo de alimentos orgânicos de qualidade a preços acessíveis. Procure saber!

Nesse link você pode encontrar a Feira Orgânica mais perto de você.

 

 

NA POSITIV.A A PRODUÇÃO É ORGÂNICA E SAUDÁVEL! 

Temos muito orgulho e segurança de dizer que nossos produtos são livres de agrotóxicos!

Valorizamos o trabalho e a saúde dos nossos pequenos produtores ao redor do Brasil, para que tenham as melhores condições de vida e de trabalho. E, assim, nos entregar os melhores produtos!

 

Olha só o sorriso da Zizi, produtora das nossas buchas vegetais, colhendo sua mandioca 100% orgânica!

 

Fonte: UOL e National Geographic

 

 

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