A Solução para o Plástico

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SOMOS PARTE DA SOLUÇÃO

Buscando uma solução para o plástico a POSITIV.A lançou em abril de 2018 um produto inovador: o ESFREGÃO feito a partir de redes de pesca retiradas do oceano por Cooperativas.

Uma parceria com Nara Guichon, lá de Itajaí (Santa Catarina), nos trouxe a possibilidade de chegar ainda mais perto de algo muito importante para nós: TORNAR O OCEANO LIMPO!

O ESFREGÃO é um produto confeccionado artesanalmente pelo projeto Águas Limpas, a partir das sobras de redes de pesca industrial recicladas. Esse material é encontrado nas praias ou coletado junto a pescadores locais. Tem durabilidade infinita, pois as redes, que são muito resistentes, levam milhares de anos para se decompor nos oceanos, representando uma ameaça à fauna e a flora marítima. Tem alto poder de limpeza, removendo a sujeira com facilidade de superfícies em geral.

Nara visita frequentemente o Galpão onde são armazenadas sobras das malhas das redes que são retiradas dos mares ou entregues diretamente pelos pescadores.

A seguir vamos contar um pouco sobre os efeitos do PLÁSTICO e seus impactos no meio ambiente.

 

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PLÁSTICO SEM FIM

Há 150 anos o plástico foi criado como uma incrível solução: leve, resistente e de baixo custo. Desde 1950, sua produção passou a ser mais relevante e hoje em dia, amplamente utilizado, foi a alternativa perfeita para hospitais, meios de transporte, indústrias entre muitos outros.
Contudo, sua produção foi cada vez mais crescente e sua indestrutibilidade passou a se mostrar um problema e não uma solução. Todo plástico já produzido, desde sua invenção em 1862 ainda está na Terra. E se continuarmos a produzi-lo nesse ritmo, sem refletir sobre seu ciclo de vida, em 50 anos, haverá mais plástico do que peixe nos oceanos.

 

O MAR VAI VIRAR PLÁSTICO E O PLÁSTICO NÃO VAI VIRAR MAR

Os resíduos plásticos escapam da cadeia que seria a maneira correta de descarte e acabam no ambiente aquático.

Segundo relatório do ISWA (International Solid Waste Association) estima-se que entre 4,8 e 12,7 milhões de toneladas de resíduos plásticos foram lançados no meio marinho a partir de populações costeiras em 2010.

Os resíduos plásticos representam 50 a 80% dos resíduos da costa e são frequentemente captados como os itens mais comuns coletados em mutirões de limpeza de praias. De acordo com a Ocean Conservancy (2012), cerca de 0,5 a 5,9 milhões de toneladas de plásticos entram nos oceanos a partir de fontes marítimas a cada ano. Por volta de 80% dos resíduos plásticos presentes nos oceanos tem origem nas grandes cidades, com destinação inapropriada. Atribui-se a essa alta porcentagem, a inabilidade das instituições governamentais, responsáveis pela gestão de resíduos sólidos, de regularizar seus ciclos de vida e da população de manter o consumo desenfreado desse material.

Os plásticos, quando expostos às ações naturais – ventos, água, altas temperaturas –, se fragmentam em partículas minúsculas, as quais chamamos de microplásticos secundários (resultante da quebra de macroplástico. Diferentemente dos microplásticos primários, esses muito utilizados pela indústria de cosméticos). Esses microplásticos (que medem menos de 5 milímetros) se acumulam e afetam fortemente o ecossistema, invadindo a cadeia alimentar dos animais marinhos e gerando impacto negativo na pesca e no turismo.

Os destinos principais dos resíduos plásticos atualmente são:

  • Se enterra nos sedimentos dos rios, estuários e oceanos
  • Se prende à vegetação ribeirinha e se degrada nas margens dos rios
  • Se transporta para o estuário e depois para nas praias
  • Se transporta para o oceano
  • É ingerido por animais terrestres e aquáticos

 

 

 

A VIDA MARINHA

Os microplásticos estão hoje do lado de dentro de praticamente toda fauna aquática. Mais precisamente, 700 espécies de animais marinhos já ingeriram ou ficaram presas em resíduos plásticos.

As pequenas partículas são absorvidas por algas e até plânctons e esses são ingeridos por peixes maiores e maiores, como baleias, até chegarem no topo da cadeia: os seres humanos.

O plástico no oceano é comumente confundido por comida pelas espécies marinhas e esse, obviamente, não sacia a fome, estimulando os animais a comerem ainda mais plástico.

“Tartarugas e aves são os animais que mais consomem plásticos, embora já tenham sido observados golfinhos, peixes e até crustáceos microscópicos com plásticos em seus estômagos. Tartarugas parecem preferir sacolas plásticas por confundi-las com águas-vivas, um de seus principais alimentos. Já as aves são mais atraídas por esférulas plásticas, pequenos grânulos ovais usados como matéria-prima para a fabricação de diversos utensílios.”, segundo Isaac Rodrigues Santos, do Departamento de Oceanografia, da Universidade do Estado da Flórida.

 

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O PLÁSTICO DE ÚNICO USO

Se você tirar um dia para analisar todo o plástico a que você é exposto em atividades comuns, verá quanto resíduo gera. E o mais impactante são os números dos plásticos de uso único: canudos, cotonetes, papel filme, copinhos de café etc. Esses representam mais de 40% do plástico produzido.

Esses são os principais vilões do ecossistema, mas também o mais fácil de solucionar. Felizmente, para a imensa maioria deles existem alternativas ecológicas. Como o canudo de alumínio ou vidro, o cotonete de papel, tecido de cera de abelha ou vegetal, copos e garrafas de vidro e alumínio, para citar as soluções dos casos acima mencionados.

Um canudo plástico leva 500 anos para se decompor e ele representa, hoje em dia, 4% do lixo no mundo. Outro exemplo é a sacola plástica, que tem vida útil de apenas 15 minutos.

 

SOLUÇÕES

Que não existe “fora” no mundo todos sabem, mas no dia a dia, acabamos esquecendo e consumindo plásticos desnecessários, cujas alternativas são de fácil acesso e consumo. Acabar com o plástico de uso único seria um importante e gigante passo para caminharmos rumo ao oceano limpo.

No entanto, mudanças estruturais, para além das individuais, se fazem também necessárias. Transformar a linearidade do consumo plástico em um sistema circular, fazendo com que o resíduo plástico retorne à cadeia como matéria prima para outros materiais.

Além de aprimorar a gestão dos resíduos sólidos e recursos, monitorando todos os processos para que o destino final não seja jamais os oceanos.

 

ONDA POSITIV.A

Oceano Limpo é a ação de remover e reaproveitar os plásticos provindo das praias e dos mares, transformando resíduos em novas embalagens para os produtos. A POSITIV.A caminha cada vez mais no sentido de fechar o ciclo do plástico de seus produtos.

O ESFREGÃO POSITIV.A, por exemplo, tem importante impacto na limpeza das águas, pois é feito com restos de redes de pesca. Estas são retiradas do mar por cooperativas, coletados pela Nara Guichon, que com todo carinho, dedicação e luta por águas e praias mais limpas. Além disso, ela costura até chegar no nosso produto final. Segundo Nara, 10% dos resíduos marinhos são reflexo da pesca industrial.

As redes cada vez mais resistentes, demoram ainda mais para se decompor e servem, muitas vezes, de armadilha para os animais marinhos, como falamos anteriormente.

Estamos felizes de dizer que – em breve – traremos novidades ainda mais surpreendentes e positivas para um OCEANO LIMPO! Vem com a gente!

 

 

2 comentários em “A Solução para o Plástico

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